Ramires agradece ao Cruzeiro por ter conquistado espaço na seleção

2009 Julho 1
by administrador do Blog

De volta aos treinos na Toca da Raposa, Ramires deu entrevista coletiva na Toca da Raposa nesta terça-feira. Sem a correria com que tinha falado em seu desembarque no Aeroporto de Confins, na segunda, o volante falou sobre o progresso que teve na seleção brasileira, se firmando como titular no time de Dunga.

“Estou contente, feliz demais pelo trabalho feito na seleção. Fiquei esperando a oportunidade e o Dunga me deu no jogo contra os Estados Unidos. Ali, eu poderia jogar bem e permanecer no time ou jogar mal e sair”, contou Ramires, que teve trajetória parecida no Cruzeiro. Em 2007, chegou anônimo, vindo do Joinville(SC) e não teve chances com Paulo Autuori. Ganhou espaço com Dorival Júnior e, no ano seguinte, tornou-se o maior destaque do time de Adilson Batista.

Na seleção, Ramires conseguiu exercer uma função tática parecida com a que faz no Cruzeiro, aparecendo ora como volante, ora como meia. Para ele, se isto funcionou, foi por uma questão de obediência tática e o mérito pela estratégia deve ser dado aos treinadores.

“É importante você fazer do jeito que eles estão pedindo. Aqui no Cruzeiro, procuro fazer sempre o que o Adilson pede e lá na seleção não foi diferente. O Dunga me pediu para fazer uma função e eu procurei fazer o melhor para ajudar a equipe dentro de campo”, resumiu Ramires.

Com a tecnologia disponibilizada pela FIFA, foi possível medir a distância que Ramires percorreu no torneio. Foram ao todo 45.389m em cinco partidas, nem todas completas – ele esteve em campo por 361 minutos, tempo que equivale a quatro jogos ou seis horas. Os números são impressionantes, mas não surpreendem o meio-campista.

“Aquilo ali foi o meu normal, é o que eu procuro fazer pelo Cruzeiro também”, minimizou o atleta. “Não peguei esta estatística em jogos do Cruzeiro, acho que seria interessante. Acho que eu cheguei a correr até mais que isto pelo Cruzeiro”, disse ele, com certa curiosidade. Tais dados não são colhidos nem no Brasileirão nem na Libertadores.

Mesmo já acertado para defender o Benfica no próximo mês, Ramires continua fazendo questão de agradecer a quem o fez ser jogador de nível internacional. “Quando você está jogando num clube como o Cruzeiro, está na vitrine para o futebol do mundo inteiro, pelo nome que o Cruzeiro tem. Graças a Deus, fiz um trabalho bom aqui, junto aos meus companheiros e o Cruzeiro me deu suporte para chegar à seleção”, reconheceu.

Fonte: www.abril.com.br